De que me vale uma palavra mentirosa?
O que farei com uma promessa vazia?
E um abraço forçado?
Um beijo de Judas?
Dispenso toda essa ilusão cor de rosa.
Quero a vida nua e crua.
Quero a dor.
O mundo é cinza... Já sei disso há anos.
Felicidade eterna?
Quem dera existisse...
Bem sei a impossibilidade de ser feliz todos os dias...
Mais fácil me será rir da desgraça – minha ou alheia.
Fira-me agora, enquanto é tempo.
Mostre sua outra face
Antes que eu esqueça que ela existe...