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Longe de mim mesma, eu me encontro. Espero pelo dia em que serei forte o suficiente para assumir minhas fraquezas. Rasgo as boas lembranças, apago os bilhetes amarelados. Quebro os sorrisos de porta-retrato. Não quero ser quem sou. Desisto de meus sonhos. Fujo sempre de toda e qualquer luta. Não estendo a mão a quem precisa, não tenho ombros amigos para oferecer. Preciso eu mesma de amparo, cansei de não poder sofrer. Quero chorar, quero ser mulherzinha. Pretendo ser amiga da solidão. Andar de mãos dadas com a sombra e conversar com meu próprio reflexo no espelho. Escreverei cartas que ninguém irá ler. Letras que não dizem nada do que querem dizer, músicas que apenas disfarçam o vazio da poetisa. Violo todas as leis, ignoro os códigos (de conduta). A moral que conheço é distorcida. Sou condenada a ser quem sou. Minha pena é minha vida. Minha dor é minha fuga. Minha cela é este mundo. Acordo. É apenas mais um pesadelo. Só um sonho ruim... |
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